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Belle - Swing: Parte II

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Parte II

A
Eva e eu
eu e ela
Eva e eu
gosto pela terra
onde jorra
o esperma, a estrela, a primeira, o primeiro amor
quando o céu mudou de cor.

Eva e Eu
(Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti)


Fomos ao cinema de mãos dadas, muito românticos, e o Léo um pouco surpreso com o meu, digamos, desprendimento na salinha anterior. Chegando à porta, já dava para ouvir os gemidos e sussurros que saíam da tela colorida: uma mulher com as pernas muito abertas chupava o pau de um homem enquanto outro se deliciava com a boca no meio das pernas dela. Não sou muito chegada a filmes pornográficos, prefiro os eróticos, que são mais sutis e, em minha opinião, mais excitantes também. Mas, não sei se por causa da atmosfera local, só de entrar na sala, aos sons da transa do filme, já fiquei completamente excitada.
Fomos indo para o fundo da sala e nos sentamos. Imediatamente vários homens se aproximaram de onde estávamos e começaram a tocar seus membros de forma voluptuosa. Em questão de minutos, vários deles estavam com o membro exposto, masturbando-se de forma exibicionista o suficiente para chamar a minha atenção e me deixar com mais vontade ainda de fazer meu showzinho particular. Começamos a nos beijar, nos amassar, nos enroscar em uma excitação pura. O Léo pôs a mão por entre as minhas pernas e começou a acariciar meu púbis, meus lábios, e depois foi descendo até encontrar minha gruta, que a essa altura já estava completamente molhada. Abri as pernas e deixei meu sexo à mostra. Um homem veio se esgueirando, se ajoelhou no meio das minhas pernas e começou a me sugar.
O toque da língua dele se misturava ao toque dos dedos do meu amado e eu estava delirando, mas alguns minutos depois dispensei o rapaz. Já havia me divertido o suficiente por uma noite, agora era um momento particular e íntimo (embora público). Eu queria explorar ao máximo todas as sensações ao lado do Léo. Queria prová-lo de forma intensa e fazer desse momento algo romântico e inesquecível.
Virei de costas para ele e deixei que ele me acariciasse por trás. Ele passava as mãos pela minha carne e deslizava os dedos para a frente e para trás. Então enfiou um, depois outro dedo na minha vagina e começou a massageá-la por dentro. Eu delirava de prazer e empinava todo o meu corpo para trás. Estava relaxada e excitada, então, ele enfiou um dedinho no meu cuzinho e eu dei uma gemidinha de dor. Sexo anal sempre foi, para mim, algo restrito a pessoas e momentos especiais, por conta disso, não havia feito muitas vezes e, por conseqüência, o orifício ainda era muito, mas muito apertadinho e cheio de preguinhas.
Doeu um pouquinho, mas dentro daquela lógica de que dói, mas é gostoso, eu deixei e, assim, ele foi massageando meu rabinho bem gostoso. Escorregando o dedo para a frente e para trás, massageando o períneo e estocando a bundinha com o dedinho. Eu me balançava toda para fazer o dedinho entrar mais e o público ao redor ia ao delírio. O Léo já estava explodindo de tesão, O membro dele ficou muuuito duro e muuuito grande. Dei uma pegada nele para conferir e acho que me assustei um pouco de imaginar que tudo aquilo iria estar dentro do meu traseiro em questão de segundos.
Ele melou meu ânus com o mel da bocetinha e tentou entrar, mas não rolou. Eu travei e ele ficou com "a cara" na porta. Ele foi paciente, pediu calma, massageou mais um pouco a entradinha e tentou de novo. Nada! Travei por inteiro. Então ele propôs que a gente deixasse para outro dia ou que deixasse para fazer em casa, sem o público para assistir, assim eu tentaria ficar mais à vontade. Eu não topei. Morreria de vergonha de ter ido até lá para realizar uma fantasia e sair sem conseguir realizá-la. Pedi para o Léo tentar de novo.
Um casal sentou ao nosso lado e a mulher começou a me beijar na boca e a pegar nos meus peitos. Isso foi me distraindo do medo, foi quando o Léo me besuntou toda com um gelzinho gelado e gostoso e estocou tudo de uma vez! Ai! Foi só um ai. Um gemido, uma dor de ser arrombada por um pau enorme e duro que entrou de um jeito que parecia me rasgar. Mas durou só um segundo. Logo a dor foi dando lugar a um tesão incomensurável. Fiquei louca engatada no pau dele. E ele, então, estava alucinado. Já nem dava mais para ser o cavalheiro de antes. Agarrou-se ao meu ombro, deixou-me totalmente de quatro e estocou o membro dele até o talo dentro de mim. Penetrou-me feito um louco, cavalgando como quando um cavalo cobre uma égua no cio. E era exatamente assim que eu me sentia: no cio.
Ao nosso redor, os homens que se masturbavam foram ficando mais excitados. Alguns começaram a gozar. Ver todo aquele esperma jorrando por minha causa só me deixou mais alucinada ainda, e eu comecei a rebolar no pau do Léo feito uma vadia, uma cadela, uma piranha. Sentia-me um pouco assim, mas não conseguia me sentir culpada por isso. Pensar que eu estava me comportando feito uma safada só me excitava ainda mais.
O Léo estocava mais e mais dentro de mim, e eu me esfregava, arrebitava a bunda, lambia a boca da mulher e ainda tocava alguns homens que estavam mais próximos de nós. A sensação de estar mobilizando o tesão de tanta gente me dava uma sensação de poder muito estranha. Só sei que não conseguia parar de rebolar e de pedir para ele penetrar mais.
Às vezes, em uma estocada mais forte, vinha aquela dor rasgada, mas em vez de pedir para ele parar, eu pedia para ele meter ainda mais. Simplesmente não conseguia parar de aproveitar aquela sensação deliciosa e indescritível. O Léo começou a massagear meu clitóris enquanto me penetrava, e aí eu fui à loucura! Nem queria saber se estava em público ou se tinha alguém olhando. Eu só queria foder feito louca. Gritava, gemia e falava coisas impublicáveis no mais alto e bom som. A essa altura, o filme que estava passando já não despertava o interesse de ninguém. Ao que parece, o show ao vivo devia estar mais interessante.
Depois de me deixar bem louca, ele me segurou pelos peitos e apertou meu corpo contra o dele. Levantou-me de forma a me encostar inteira na sua pele. Ele grudou em mim por trás, me puxou e me deixou quase de pé, mas fez tudo sem parar de me estocar.
Daí me abraçou forte por trás, beijou minha nuca, lambeu meu pescoço e mordiscou minha orelha, enquanto aproveitava a proximidade para enterrar seu membro ainda mais fundo dentro de mim. Comprimiu os meus seios entre seus dedos, virou meu rosto para trás e enfiou a língua na minha boca no beijo mais delicioso, romântico e obsceno da minha vida. Foi questão de segundos e tive meu primeiro gozo anal.

 

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.

Belle
Swing: a vida real de uma praticante da troca de casais / Belle. - São Paulo : Matrix, 2007.
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