Escrito por Fábio e Cris Ter, 14 de Abril de 2009 11:28
Eu adoro meu amor, A-D-O-R-O. Ele é exatamente tudo que sonhei a vida toda. Romântico, educado, cavalheiro e, ao mesmo tempo, ousado, safado e assanhado.
Ele sabe como fazer uma mulher feliz. Não é à-toa que sempre teve todas as mulheres que quis, inclusive eu! Até fui reticente no início, a fama de Don Juan do garotão me incomodava muitíssimo, mas Don Juan que se preze não aceita um não como resposta, e foi assim que, à custa de muita sedução, flores, jantares, cinema e todo tipo de adulação, ele enfim dobrou meu coração.
Para ser diferente das outras, eu me fiz de difícil. Sexo na primeira noite, nem pensar! A regra é antiga, mas posso garantir às garotas que ainda funciona! Não que eu seja contra a mulher transar no primeiro encontro, não mesmo. Se ela está a fim de uma noite intensa e ardente, por que não? Mas se a gente fala de amor, é melhor ser mais cuidadosa. E eu fui, pelo menos tentei. No entanto, apesar de sair para aquele jantar romântico convicta de que nada de mais aconteceria, tratei de comprar uma calcinha nova. Preta, é claro, com um bordado vermelho na frente. Lindas rosas cobrindo meu púbis e, fora isso, só uma telinha de tule para lá de transparente que expunha meus pêlos pubianos de uma forma meio doce, meio puta. Nunca se sabe o que pode acontecer após um jantar romântico com um homem pelo qual se está apaixonada.
Léo é um homem fantástico, arrojado, destemido, mas naquela noite parecia demasiado tímido. O tal do beijo não chegava nunca e eu já começava a achar que ele tinha mudado de idéia, até que o beijo veio e, depois, um convite para o seu apartamento.
Ahaaa! Eu sabia que essa hora chegaria, mas e daí? Meu papel de boa moça vai até onde? Até não muito longe, o que pude constatar quando me vi jogada no seu sofá com as pernas entreabertas e sua mão a me bolinar. Ele me beijava inteira, sugava os meus seios (ainda por cima da blusa), lambia meu pescoço, mordiscava meus mamilos e esfregava meu sexo com um vigor que me levava às estrelas. O mel da minha feminilidade começou a escorrer do meu sexo, a calcinha de tule deixava que ele escorresse através dos "poros" do tecido. Eu me sentia tão mulher! Tão fêmea! Tão intensa!
Sentia que estava desfalecendo. Minha cabeça tombava para trás e as pernas, outrora entreabertas, já estavam abertas. Eu, sem pudor algum, exibia a flor do meu sexo completamente desabrochada ao toque do homem que eu, agora tinha certeza, já amava.
Seus dedos, então, foram deslizando para dentro de mim e eu senti um tesão incontrolável, uma contração e um gemido. Eu quase gozei ali mesmo, com apenas alguns momentos de entrega a esse mestre da sedução. Quando ele puxou minha mão para seu membro, já ereto, e eu apalpei aquela enormidade, caí em mim. Não! Eu não ia ceder. Precisava manter o controle. Não ia ser igual a todas as outras com as quais ele se deleitara naquele sofá.
Eu não haveria de ser mais uma. Então, apesar do latejar de prazer intenso no meio das pernas, reuni todas as forças que havia em mim e, de um salto, levantei-me e disse:
- Preciso ir embora!
Os movimentos dele foram ficando mais intensos. Seus gemidos estavam cada vez mais próximos de se parecerem com urros. Ele me apertava cada vez mais forte e seus movimentos tomavam-se mais vigorosos, faziam meu corpo balançar como em uma dança extremamente sensual e sacana. Eu pude sentir uma última estocada mais forte bem por trás de mim, ele se agarrou a minha calcinha, que estava puxada de ladinho, com tanta força que quase a rasgou. Eu delirei ao sentir seu membro latejando e gozando dentro de mim. Agarrei-me ao meu marido, enfiei minha língua na sua boca e lhe dei um beijo urgente e excitado. Ele me apertou com força e eu disse: "Eu te amo, eu te amo, eu te amo", gemia essa declaração de amor repetidamente na cadência do meu próprio gozo. Eu o agarrava, o apertava contra mim e quase gritava de tanto tesão, enquanto o outro, o gostoso que havia me pegado por trás, dava suas últimas estocadas com força e tesão. Eu nunca havia transado com dois homens na vida. Foi fácil, tranqüilo e delicioso.
- Como assim precisa ir embora? Logo agora que a coisa tá esquentando?
- Pois é! Justamente porque a coisa tá esquentando! Catei minha bolsa e fui andando, meio trocando as pernas, um tanto "bêbada" de tesão. Dei-lhe um imenso beijo na boca e disse:
- Não quero ser mais uma! Serei sua quando de fato eu for sua!
No dia seguinte, havíamos combinado de ele me dar uma carona para Campinas. Estávamos em São Paulo e, por coincidência, iríamos viajar para o mesmo lugar. Eu, para um batizado, e ele, para uma visita de negócios. No dia seguinte eu estava apreensiva. Será que ele havia entendido que eu estava apaixonada por ele? Será que ele compreenderia meu excesso de cuidado? Será que desistiria de me buscar?
Está certo que nossa noite não havia começado no rala-e-rola. Antes disso, nós havíamos conversado por horas, falado de intimidades, contado piadas, confessado devaneios românticos, e tínhamos olhado um nos olhos do outro por vários minutos em silêncio, com aquele sorriso bobo, típico de quem está completamente apaixonado. Aliás, eu deduzia, quase tinha certeza, que ele estava tão apaixonado quanto eu, mas afinal ele era um Don Juan, e eu não podia ignorar isso um só minuto. Além do mais, sempre achei que homem fez o que for preciso quando quer comer.
Esperei por ele no local combinado. Minha cabeça não parava de processar mil coisas ao mesmo tempo. Sempre achei que o chato de ficar é o day after. Devia ser tão fácil antigamente, quando um beijo necessariamente significava que um namoro estava selado. Hoje, não! Um beijo não quer dizer nada! E agora? Como deveria me comportar? Dou beijo no rosto, pego na mão? Trato como namorado?
Bom, ele facilitou tudo. Inclinou-se para mim e me deu um selinho. E disse:
- Bom dia, meu amor! Você fica linda de branco. Eu não sei como consegui passar uma noite sem você! Não me peça explicações, mas eu tava morrendo de saudade!
Sim, nós estávamos namorando!
Depois que ele gozou dentro de mim, eu comecei a relaxar meu corpo. Ainda beijava meu marido na boca, mas fui endireitando as costas, desempinando o bumbum, desencaixando meu sexo do dele. O membro dele ainda não havia relaxado, mesmo após o orgasmo demorado que tivera dentro de mim. Ele se afastou um pouco para tirar a camisinha, mas quando eu menos esperava veio mais outra estocada, outra, outra e mais outra! Ele recomeçou a mexer e remexer dentro de mim cada vez com mais força. Metia forte mesmo! E como metia fundo! Ele trocou a camisinha muito rápido e recomeçou a foder minha boceta de um jeito alucinado! Em vez de se acalmar, parecia estar com mais tesão ainda. Uma loucura! Eu me agarrei ao meu marido mais forte ainda. A namorada do homem que me devorava desistiu de ter um pouco de atenção. Quando nós quatro começamos a brincar, o Léo passou a mão no peito dela, na bunda, na bocetinha. Esfregou-se nela, mas não foi muito além.
Era a minha primeira vez em uma casa de swing e ele havia prometido que não iria transar com ninguém naquela noite, então, ficou só no roça-roça com a menina, que, para o azar dele, era muito bonita. Engraçado que, em vez de sentir ciúme, tive tesão. Eu não podia explicar por que assistir a meu marido se esfregando em outra mulher podia me deixar ainda mais excitada. Quanto mais ele a pegava, mais eu curvava minha coluna para deixar meu sexo disponível para ser penetrado por trás.
Eu me sentia uma cadela, mas não conseguia evitar tanto prazer, tesão e luxúria. Eu achei que o fato de meu marido parar de tocar a moça e vir para perto de mim fosse uma forma de não me chatear. Apenas muito tempo depois, soube que ele tinha tesão em me assistir transando com outros, e que estava ali perto não por gentileza, mas por safadeza mesmo. Então, nem sei explicar o que deu em mim, curvei meu corpo completamente para a frente e abocanhei seu membro ereto. Ser penetrada por um homem por trás ao mesmo tempo em que fazia sexo oral com outro era uma sensação indescritível. Descobri, mais tarde, que essa seria uma das minhas práticas preferidas. Chupei meu marido com muito vigor e tesão. Eu estava completamente louca. Rebolava em um pau e engolia o outro! O rapaz que me fodia era lindo e eu tinha a impressão de que ele não ia parar de me foder nunca mais, e acho que meu marido sentiu o mesmo, porque de repente falou para mim:
- Agora, chega! É muito tempo com um homem só!
E eu me afastei do rapaz, mas ele se agarrava a mim e continuava estocando e dizendo:
- Só mais um pouquinho, só mais um pouquinho! O Léo foi irredutível:
- Sei que você nunca veio a uma casa de swing, mas não é assim que funciona. Não é pra você passar a noite com um único homem, apenas eu tenho direito a esse grau de exclusividade!
Eu, longe de ficar aborrecida com a atitude dele, fiquei muito segura. Alguém zelava por mim, e estar lá na casa de swing e experimentar sexo com outras pessoas não mudava o fato de que ele era meu e eu era dele. Não me pergunte como, mas no meio de tanta safadeza eu achei esse momento um dos mais românticos de minha vida.
O namoro ia muitíssimo bem, cada vez mais apaixonados. Porém, morávamos em cidades diferentes e eu não conseguia vê-lo com a freqüência que queria, por isso demorei a me sentir segura o suficiente para me entregar por completo. Eu sabia que não era um homem comum, e que eu só estaria disposta a uma entrega por inteiro, então, continuei só nas mãos escorregadias, nos beijos no pescoço e nas carícias limitadas. Como sou muito sexuada, tudo isso era uma tortura para mim, eu chegava a me masturbar de três a quatro vezes por dia, mas ele nem imaginava uma coisa dessas. Eu não tinha coragem de falar abertamente sobre minha sexualidade, sobre meus desejos contidos e minhas fantasias. Chegamos a ter uma conversa sobre sexo em que ele dizia estar muito apaixonado por mim e achava que já me amava, mas como gostava muito de sexo seria difícil ou estranho conviver com alguém que não gostasse. Eu dei risada e perguntei:
- Então você acha que eu não gosto de sexo?
Ele disse que não sabia ao certo, porque eu nunca o deixava chegar aos finalmentes e tinha receio de que eu fosse uma daquelas garotas que gostam de malhar, mas não de transar. Eu sugeri um tempo para que descobrisse por si mesmo.
A verdade é que eu sempre gostei de sexo. Quando descompromissada, podia transar à vontade, sem medo de ser feliz, mas apaixonada me tornava mais romântica e precisava de um pouco mais do que um gozo para me satisfazer.
O namoro seguiu bem. Eu já o conhecia havia certo tempo, inclusive conhecia até algumas de suas ex-namoradas, mas não me lembrava de vê-lo assim tão romântico, dedicado e apaixonado. As demonstrações de amor eram incontáveis, de flores a declarações, passando por programas de índio que ele jamais faria se não fosse para me impressionar. E impressionou mesmo! Depois de cerca de três semanas de namoro, combinamos uma data em que eu iria passar um fim de semana na casa dele. Ficou implícito que essa seria a data da perda de nossa virgindade.
Cheguei cansada da longa viagem e ele imediatamente me preparou uma banheira com um delicioso banho de espuma de morango com champanhe. Banhei-me, já excitada com a idéia do que viria depois. Saí enrolada na toalha e com os cabelos molhados. Eu nem tive tempo de me pentear, ele já me tomou nos braços, ainda molhada, e me levou para o quarto. Foi ali que nós nos entregamos. Eu já havia transado muito, mas dessa vez eu fiz amor. Quem diria que fazer amor pudesse ser tão mais excitante e prazeroso do que simplesmente transar?
Foi tão lindo, tão completo e tão perfeito, que eu jamais compartilharia detalhes com vocês. Só sei que alguns segundos antes de me penetrar eu perguntei se ele tinha certeza de que era isso que queria. Ele me respondeu que me queria por esposa e me penetrou de tal forma que achei que minha alma seria arrebatada do corpo de tanto prazer. De fato, a partir daquele dia tornei-me sua mulher. A casa dele passou a ser a minha, seu leito passou a ser o meu e nossas vidas passaram a ser apenas uma. Só voltei a minha cidade para pegar minhas coisas. Mudei-me para seu apartamento e nos casamos logo depois. Tornei-me sua mulher em algumas semanas e sua esposa em alguns meses.
Nós estávamos juntos havia cerca de um mês e meio e ainda não havíamos feito sexo anal. Nossas transas eram cada vez mais intensas e deliciosas. Durante nosso sexo, misturávamos declarações de amor com frases sacanas e fantasias inconfessáveis. Em uma dessas vezes, perguntei-lhe qual era a sua maior fantasia, e ele me disse que seria transar comigo em público, em uma festa ou coisa assim, e eu disse que toparia. Acho que ele se surpreendeu com meu desprendimento. O Léo tinha um passado meio galinha, e isso sempre me incomodou um pouco. Na verdade, a demora da minha entrega se deu porque eu morria de medo de me transformar em mais um troféu para sua coleção. Eu não suportaria passar por isso. Não com ele.
Conforme fomos ficando mais íntimos na cama, ele foi me falando mais a respeito de si, de suas fantasias e de suas necessidades sexuais. Descobri que, mesmo com parceiras fixas com as quais ele tinha muito tesão, o sexo nunca passava de três vezes por semana. Também houve outras parceiras pelas quais ele teve muito amor e carinho, mas que ou não gostavam de sexo ou tinham um desempenho sexual lastimável. Fiquei sabendo que eu era a primeira mulher dele que queria sexo diariamente, e às vezes até mais do que uma vez por dia (em feriados chegamos a fazer sexo cinco vezes por dia). Entendi que ele era tão sexuado quanto eu e que a traição não era por falta de amor, mas até uma tentativa (ainda que torta e errada) de salvar esse amor. Expliquei que eu não toleraria uma traição e que o deixaria imediatamente caso isso ocorresse entre nós, mas afirmei que estava disposta a experimentar novas aventuras com ele e a provar novas formas de sentir tesão.
Na verdade, acho que nem eu sabia o que queria dizer quando fiz esse tipo de proposta, mas sabia que ele era o homem da minha vida e que com ele tudo poderia ser delicioso. Cheguei a dizer que poderia provar outras mulheres em suas viagens (ele é um executivo que viaja muito), afinal, pedir a um homem feito, com vida sexual regular, que tenha períodos de abstinência não me parece ser uma coisa razoável. Então ele me falou que tinha provado um estilo de vida diferente com algumas mulheres, mas que nenhuma delas chegou a ser sua namorada, apenas parceiras de experiência sexual, sem compromisso algum, e ainda acrescentou que se eu fosse corajosa quem sabe também poderia experimentar com ele. Então me explicou que preferiria mil vezes ter fortes experiências comigo a se relacionar com outras mulheres na minha ausência, embora essa alternativa não tivesse chegado a ser descartada. Fiquei me questionando sobre o que ele queria dizer com fortes experiências, mas não me senti preparada para perguntar. Uma coisa eu entendia: ele poderia passar o resto da vida ao meu lado, sem traições ou enganos, contanto que pudesse exercer sua sexualidade plenamente. E por que não?
No fim das contas, todo esse papo nos deu um tesão enorme e ele me fodeu de todas as formas possíveis. É incrível a vantagem de homens mais velhos sobre os mais meninos. Eles sabem satisfazer uma mulher de verdade. Sabem como segurar uma ereção por mais tempo, como fazer uma mulher se acabar em orgasmos e, principalmente, se perdem em vigor (que não é o caso), ganham muito em criatividade.
Eu já estava toda molhada. Meu gozo já tinha passado pela sua boca e agora escorria pelas minhas pernas. Ele molhou o pênis no meu mel e começou a esfregar seu membro no meu períneo, fazendo movimentos de sobe e desce entre minha boceta e meu cuzinho. Eu quase pedi para que ele enterrasse logo aquela delícia na minha bundinha, mas não tive coragem. Meu sexo latejava e meu eu estava ardendo de tesão.
Eu sempre gostei de dar o eu, mas sempre fui muito chata a esse respeito. Primeiro porque acho que sexo anal é algo íntimo demais. Segundo porque não é qualquer homem que sabe dar prazer a uma mulher dessa forma (não é a toa que tantas mulheres odeiam essa experiência). E, por último, porque considero uma coisa tão boa e tão especial que tem de ser guardada como um bônus, um presente para ocasiões especiais, e não algo para fazer a qualquer hora e com qualquer um. Assim, a verdade é que eu só tinha feito sexo anal com dois homens. O primeiro foi aquele que tirou minha virgindade e com quem eu iniciei minha vida sexual, e o segundo foi um namorado firme com quem eu quase me casei e que tinha um pau enorme e adorava comer minha bunda.
Por todas essas questões achei que simplesmente falar a ele "mete no meu rabo!" seria algo no mínimo esquisito, mas acima de tudo arriscado. Provavelmente eu não estaria preparada para iniciar uma experiência anal com ele dessa forma, mas como ele é um gentleman, um mestre na arte de seduzir e enlouquecer mulheres, soube exatamente o que deveria falar em uma hora dessas. E óbvio que ele estava louco para me penetrar atrás, mas voltou para minha vagina, começou a estocá-la bem gostoso, apertando minha bundinha e passando um dedo suavemente nas preguinhas do meu rabinho, e perguntou:
- Você gosta de dar a bundinha?
Eu, meio com medo de que ele já fosse engatar literalmente uma segunda, respondi que dependia, que às vezes amava e outras odiava, mas para não desanimá-lo emendei, com voz mole e sedutora:
- Mas normalmente eu adooooooro!
Ele disse que não queria fazer nada que eu não quisesse e que não fazia questão de ter sexo anal (me engana que eu gosto!), mas que se eu quisesse, ele adoraria juntar as duas fantasias: transar comigo em público e comer meu rabo, de preferência em um cinema de sacanagem.
Hummmm, que proposta deliciosa! Não resisti! Gozei!
Era uma noite deliciosa de verão. Estava quente, mas sobre nós soprava uma brisa irresistível. Nós tínhamos acabado de sair de um jantar de negócios, então eu estava aparentando ser quase uma mulher respeitável, mas por baixo da saia social e do terninho de crepe preto estavam um sutiã "de matar" e uma calcinha transparente e irresistível. Era nossa noite de estréia. Finalmente eu entregaria o que faltava de mim para o meu amado. Enquanto nosso carro percorria as ruas de São Paulo, eu ficava me perguntando como seria um cinema de sacanagem. Quando estávamos próximos ao local combinado, ele começou a me explicar em tom professoral:
- Estamos indo num lugar chamado Inner. É uma casa de swing. Lá dentro tem um cinema de filmes pornôs e é muito mais seguro do que ir a um cinema normal, onde a freqüência é péssima e você poderia se assustar com o que iria ver por lá. Se você quiser, pode andar pela casa e conhecer todos os lugares. Eu já conheço e freqüento. Se você tiver vontade de transar com alguém, pode, mas só de camisinha. Eu não vou transar com ninguém hoje. Vim aqui só para comer seu cuzinho. Se você tiver medo, ficar assustada ou se sentir incomodada, a gente vai embora imediatamente, ok?
Swing? Lembro-me de ter lido sobre isso em uma matéria de uma revista. É aquela prática sexual que inclui troca de casais. Na tal matéria, a repórter descrevia como era uma casa de swing. Então, no fim das contas, até que não estava tão perdida assim. Na real, eu estava bem excitada, porque um pouco antes de começar meu namoro com o Léo eu havia saído com um garoto bem mais novo que era adepto de práticas liberais e, durante as nossas transas, ele ficava me incitando com as coisas supostamente deliciosas que ele já havia experimentado. Os seus relatos eram tão excitantemente convincentes que eu já lhe havia perguntado sobre quais as possibilidades de ele me levar para provar algumas dessas experiências. Se a idéia de ir com o garotão já me deixava tão excitada, poder conhecer esse novo mundo tão inexplorado ao lado do amor da minha vida parecia ser uma alternativa muito melhor.
Tive um frio na barriga que durou uns dois segundos, mas logo o medinho deu lugar a um misto de ansiedade e excitação. Eu queria muito saber como era esse mundo de luxúria e prazer sem culpas. O Léo, ao contrário, estava completamente ansioso. Chegou lá dentro e já foi direto para o banheiro fazer xixi de nervoso. Ele estava morrendo de medo de que eu recebesse mal a idéia de ele ter me levado de surpresa a uma casa de swing, ou que eu ficasse horrorizada com o que visse, ou, ainda, que achasse que ele era um pervertido. Sei lá! Ele estava cheio de medo e eu estava completamente à vontade.
Ao entrar, uma moça linda e extremamente educada, que estava à porta, colocou um colar de flores estilo havaiano em meu pescoço e um arranjo de flores em meu cabelo. Achei muito bacana. Era uma noite festiva, o que ajudou a aliviar o peso de ser a primeira vez de várias experiências novas.
Havia um enorme salão com cara de danceteria e, exceto pelo fato de alguns estarem dançando um pouco empolgados demais, não havia nada de diferente naquele lugar. Mais adiante, havia uma mesa de frutas e chantilly. Todos os tipos de frutas! Delicioso. Tentei fazer de conta que só estava em uma festa havaiana, a que todos vão no carnaval, e procurei me descontrair me entupindo de chantilly. Lá vai meu marido de novo ao banheiro:
- Promete que se ficar chocada, me fala?
Sim, eu prometi, e não, eu não fiquei chocada, nem assustada, nem horrorizada, nem abismada, nem nenhum outro "ada" que pudesse existir.
Eu tenho uma formação libertária e acho que nunca rolou nada antes por absoluta falta de oportunidade, ou simplesmente por não ter sido, até então, o momento certo. Hoje tenho convicção absoluta de que se eu tivesse tido esse tipo de experiência quando ainda era solteira, teria sido uma porcaria. Acho que seria a diferença entre uma vida de putaria e uma vida libertária. Não estou dizendo que as pessoas que experimentam esse estilo de vida são levianas. De modo algum! Creio que as pessoas devem ser livres para fazer o que bem entendem com seus corpos e suas vidas. Acho que o mundo tem descambado para momentos de violência e de violação dos direitos humanos, dos direitos dos animais e até dos direitos do planeta. Ninguém vai me convencer de que fazer sexo seguro e bem gostoso com alguém, seja lá quem for e em quais condições, seja uma atitude errada. Indecente é a miséria, a intolerância e o desamor. Sexo não tem nada de indecente. Não vi ali dentro nada que me assustasse. Vi gente adulta e livre para exercer sua sexualidade de maneira plena e deliciosa.
Como o Léo já conhecia o local, levou-me para fazer um tour por toda a casa. Eu preferi conhecer tudo em vez de ir primeiro ao cinema, até porque se desse alguma coisa errado na nossa primeira experiência de sexo anal e eu tivesse que voltar para casa desenxabida e frustrada, ao menos eu já poderia botar na conta da minha vida que já sabia como era uma casa de swing.
A casa tem várias salas. Algumas só para casais e outras nas quais as pessoas solteiras podem entrar - na maioria dos casos homens, porque é raríssimo ver mulheres sozinhas andando por esses lugares. Exceto as profissionais do sexo, mas nesse dia havia poucas e eu, inexperiente, nem sequer sabia distinguir direito uma esposa de uma puta naquele lugar. Acho que a essa altura, pelo meu jeito de andar, olhar e me portar, eu mesma já devia estar parecendo uma putinha bem safada.
No fundo, acredito que quase todas as mulheres têm essa fantasia. Já li vários artigos e livros que tratam do assunto. E se antes esse comportamento podia ser considerado por alguns psicanalistas como um desvio de personalidade, hoje em dia a visão que se tem é outra. Já está bem esclarecido que a mulher, quando tem a oportunidade de desempenhar diversos papéis e experimentar múltiplas fantasias, tem maiores condições de se realizar plenamente do que aquela que acredita e se espelha em um estereótipo único. Por que só mãe, esposa e profissional? Por que não mãe, esposa, profissional, puta, fetichista, astronauta, ativista, dona de casa, princesa e vagabunda?
Por que não?
Adorei andar no meio de toda aquela gente despudorada e descobri que "nem toda feiticeira é corcunda", como diria Rita Lee. Eu sempre achei que esse meio fosse repleto de pessoas estranhas, devassas e diferentes. Que nada! São todas iguais a você e a mim! Mulher com cara de esposa e mulher com cara de vadia. Recatadas e doidivanas, taradas e tímidas. Tanto comum quanto incomum. Exatamente como você e eu!
Fiquei impressionada com o tamanho da criatividade a serviço do puro prazer. Há salas com treliças para que possamos espiar pelas frestas o que os casais estão fazendo lá dentro. Aliás, chamar de casais é pura força de expressão, porque em alguns desses lugares havia a prática do ménage à trois, casais fazendo swing e até grupos fazendo surubas. Uma delícia de assistir! Havia outros lugares mais explícitos, onde em vez de treliça havia uma grande janela de vidro transparente e quem estivesse dentro poderia optar por acender ou não a luz e os de fora podiam ficar olhando a foda nua e crua diante de si.
Também existe a opção de se acender uma luzinha que fica do lado de fora para sinalizar que aquele casal ou grupo está disposto a receber mais pessoas. Aí é só entrar e participar da festa. Algumas dessas salinhas contam com umas aberturas na parede nas quais é possível colocar as mãos, o pênis ou até mesmo os seios, para quem estiver do outro lado poder brincar. Essa experiência é basicamente sensorial, tátil, porque normalmente não é possível ver quem está do outro lado. É uma sensação eletrizante e deliciosa.
Até aqui eu fui quase uma observadora, ninguém me tocou nem tentou nada. Uma coisa superbacana é que nas casas de swing existe um lema de que tudo é permitido, mas nada é obrigatório. Assim, você pode fazer o que quiser, e se não quiser é só dizer não. Ao contrário da vida real, em que muitas vezes mulheres são estupradas quando saem com homens, pois avançam vários sinais e, no final, desistem, e eles não entendem (o que acabou até gerando o slogan de campanhas feministas de combate à violência contra a mulher: Não é não!). Nas casas de swing "não" é "não" mesmo! Várias vezes desisti de transar com alguns homens já no início da penetração. Assim, só passeei sem experimentar nada, mas ainda faltava o labirinto e o cinema. Conversando, decidimos deixar o cinema para o final, assim, conhecendo tudo e me excitando com cada novidade, nossa estréia anal seria provavelmente muito deliciosa.
- O labirinto é um pouco diferente de tudo o que você viu até agora! - ele me disse. - Lembra o labirinto do Playcenter? Onde a gente entra e se perde? É mais ou menos isso! - ele explicou. - Só que aqui é mais escurinho e existem vãos onde as pessoas ficam para se aproveitarem de quem passa.
Então, ele me explicou que eu começaria a andar por entre os corredores do labirinto e aí as pessoas começariam a desfrutar da minha caminhada. Lá, a regra seria essa e, portanto, eu não poderia reclamar se alguém viesse me apalpar, passar a mão ou falar algo indecente (hummm, que delícia!).
Depois de ele me perguntar umas 20 vezes se eu estava preparada de verdade para experimentar o labirinto, nós entramos. Logo de cara as mãos começaram a me tocar. Fazia certo sentido - se bem que, embora existam mulheres bonitas nesses lugares, também hã muitas mulheres caidaças e seus homens feiosos e barrigudos. Quando um casal bonito adentra o recinto é certeza de sucesso! Assim, eu segui meu passeio me achando a rainha de Sabá. Mãos nos meus seios, pegadas no meu bumbum. O Léo não largava da minha mão um segundo e ficava o tempo todo olhando para mim, prestando atenção nas minhas reações e perguntando sem parar se estava tudo bem. E sim, estava.
Chegando a um dos vãos do labirinto, viramos à esquerda e encontramos uma espécie de salinha onde várias pessoas se agarravam. Ele me levou para um cantinho e começou a me beijar. Beijou-me romanticamente apaixonado. Eu mal podia me lembrar de que estava no meio de uma sala de suruba. Ele só tinha palavras de amor e doçura e agradecia pela oportunidade de poder viver isso comigo. Talvez esse fosse o segredo para nunca mais haver necessidade de traição. O fim da hipocrisia nas relações. Ninguém sente tesão por uma única pessoa durante uma vida inteira.
É claro que você não precisa ir lá conferir toda vez que alguém te despertar desejo, mas acho muito mais seguro, em todos os aspectos, você ter a válvula de escape do swing do que partir para a traição. O swing realizado com responsabilidade pode até aumentar a intimidade e a cumplicidade entre os casais.
Sexo com outra pessoa não precisa ser necessariamente traição. Traição é mentir, enganar, falsear, omitir coisas relevantes, abrir o coração para outra pessoa. Eu acho que, de forma empírica, eu sempre soube disso. Não é à toa que, aos 15 anos de idade, liberava meu namorado para transar com quem quisesse. Eu não estava pronta para perder a virgindade, não tinha certeza de que aqueles rapazes seriam as pessoas para as quais eu gostaria de me entregar pela primeira vez. Assim, eles tinham direito ao sexo, e eu, o direito a um namoro com limites.
Eles descarregavam nas outras o tesão que tinham por mim, do sexo oral sem orgasmos que só os deixavam com o pau explodindo e que terminava jorrando porra em outra bocetinha. Como poderia ser traição, se aquele gozo era meu?
Ainda penso assim, por isso quero que meu amor foda outras com toda a safadeza que houver dentro dele e goze feito louco, sussurrando meu nome no seu coração.
Amor é muito mais que sexo. Amor também é sexo, mas não apenas isso. Creio que essa forma de vida não há de nos dar apenas prazer intenso, mas também a certeza de um amor sem necessidade de traições. Que ele faça sexo com todas as mulheres do mundo, mas que recoste apenas no meu peito e só nele adormeça.
Sexo é sexo, e só! Amor é algo muito diferente, e meu amor é apenas de um homem. Tomara que tendo todas que queira, ele também possa me possuir para sempre sem uma única mentira ou traição para manchar a nossa história. Prazer com amor, cumplicidade e ternura. Esse é meu sonho.
O beijo do Léo me fazia desmanchar em seus braços. Suas mãos percorriam meu corpo de forma lasciva, apertava minha bunda, escorregava pelas minhas coxas e me apertava contra ele.
Eu podia sentir seu membro ereto por dentro da calça, então eu abri o zíper e puxei o pau dele para fora. Comecei a masturbá-lo ali mesmo, cheio de gente ao redor. De vez em quando algum casal se aproximava lentamente até chegar bem perto e olhar minha mão pegando seu membro rígido feito pedra. Uma menina olhou aquilo com tanto tesão que não pôde disfarçar; peguei na mão dela e ofereci o pau dele para que o pegasse. Ela pegou como quem pega em um fio desencapado e soltou rápido. Tinha tesão, mas não tinha coragem. Eu era mais feliz, tinha coragem e tesão. Tenho certeza de que o Léo ficou absolutamente surpreso com a naturalidade com que eu encarei tudo. Mais tarde viria até me perguntar se eu já havia tido essa experiência antes. Mas não! Foi só a forma gentil e respeitosa com que ele me tratou que me fez libertar a safadinha que me habitava.
Foi muito engraçada a sensação de oferecer o pau do Léo para aquela garota. Longe de sentir ciúme ou insegurança, eu me senti poderosa. Ela podia tocar nele porque eu ofereci, nem ele mesmo teve o arbítrio nessa questão.
Ele foi quase um objeto do meu fetiche. Essa experiência não durou mais do que alguns segundos. É possível até que ele nem se lembre do acontecido, mas depois disso eu me sentia pronta para qualquer coisa, e foi aí que aconteceu o inesperado: eu beijava o Léo ardentemente e sentia uma mão acariciar minhas nádegas, enquanto outra apalpava meus seios. De repente, uma mão se estreitava pelo meio das minhas pernas, apalpando a minha boceta em movimentos de vaivém deliciosos. Sei que havia muita gente naquele lugar e que às vezes rolava um roça-roça entre os passantes, mas eu tinha a impressão de que havia muitas partes do meu corpo sendo apalpadas de uma só vez.
Pensei que se tratava de mais um daqueles transeuntes passando a mão em mim, mas era mais do que isso. Era um rapaz lindo, alto e cheiroso masturbando minha boceta e meu cuzinho com uma mão e percorrendo meu corpo com a outra.
Eu tinha quatro mãos me alisando por toda parte. Mãos safadas que resvalavam para as entradinhas mais escondidas do meu corpo sem a menor cerimônia. A namorada do rapaz era meio tímida, mas deixou o Léo alisá-la também. Ele me largou alguns minutinhos para beijá-la e deixou que ela pegasse no pau dele. Ela também era muito bonita. Corpo perfeito, peito redondinho e empinado que o Léo logo abocanhou bem safado. Como eu já tinha visto o pau dele na mão da menina para a qual eu o havia oferecido, já sabia que não ia arrancar pedaço, então, quando vi a menina pegando o pau dele cheia de tesão, quase gozei de excitação. Foi nessa hora que o cara deu uma puxada na minha cintura para trás e enfiou o dedo na minha bocetinha e começou a fazer movimentos de vaivém; senti que ele estava forçando seu membro contra a minha vagina.
Eu só tive tempo de pôr a mão para conferir se ele estava usando camisinha. Estava. Aí, sem a menor cerimônia, ele puxou o meu quadril para trás em um tranco e estocou a minha boceta por trás. O Léo deve ter se lembrado da promessa de que não transaria com outra naquele meu primeiro dia e se desvinculou da menina. Quando olhou para mim, eu estava sendo fodida por trás.
Ele tinha uma pegada forte e, como se não bastasse, tinha uma estocada poderosa. Ele me possuía assim de uma maneira selvagem. Os movimentos do seu quadril e a forma como sua pélvis ondulava por trás de mim, o jeito como suas coxas batiam contra as minhas, a forma como se encaixou nas minhas nádegas, tudo me alucinava. Eu estava quase tonta de tanto prazer. Ele gemia, arfava, estava descontrolado de tesão e eu também.
Eu estava meio alucinada. O cara não parava de estocar dentro de mim. Ele gozou tão intensamente que confesso que meu ego foi a mil. Já me preparava para ir embora quando ele me estocou de novo. Foi só o tempo de conferir se ele estava de camisinha e pronto. Ele já estava de novo bombando seu membro dentro de mim. Ele gritava, gemia e não parava de pressionar a pélvis contra a minha bundinha. Ele parecia adorar transar por trás e eu não reclamei. A coisa só parou quando o Léo me puxou pelo braço e disse:
- Agora chega. Não é assim que funciona, aqui ninguém tem exclusividade de ninguém, e o cara já aproveitou bastante.
Eu concordei e saí toda agarradinha com meu amor. Aquela experiência só mostrou que não há comparação entre fazer sexo e amor. Eu adoro sexo safado, lambuzado, sem-vergonha, mas já estava ansiosa para voltar para o corpo do meu macho e fazer aquilo que havíamos combinado fazer ali: nosso primeiro sexo anal. Em público e em um cineminha, a safadeza inicial nem estava na conta da noite e eu estava louca de vontade de experimentar fazer sexo anal com o Léo.
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
Belle
Swing: a vida real de uma praticante da troca de casais / Belle. - São Paulo : Matrix, 2007.
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