Escrito por Fábio e Cris Ter, 14 de Abril de 2009 11:54
Parte V:
Sexo é integração
Não ê abuso
Não é serviço
Seu corpo forte e bonito
Não é só por isso
Pré-requisito
Pra minha satisfação
Há algo sobre a prática do swing que eu gostaria de abordar: o swing como alternativa para as mulheres desfrutarem do sexo de maneira libertária e segura. Vamos tratar do assunto sem hipocrisia. Historicamente os homens sempre tiveram mais liberdade sexual do que as mulheres. Não há como negar esse fato.
O swing pode vir a ser uma alternativa para tornar essa questão um pouco mais equânime. No swing, a mulher pode experimentar outros parceiros sem abrir mão do seu, com a segurança de estar em um ambiente relativamente protegido. Também é uma boa oportunidade para as mulheres solteiras que desejam experimentar o sexo com tesão e sem culpa. No entanto, infelizmente, não são poucas as mulheres que ainda freqüentam esse tipo de lugar só para agradarem aos seus parceiros, para não serem traídas ou para não perder o companheiro.
O meu entendimento a respeito do swing é que ele pode ser uma experiência deliciosa para apimentar uma relação, mas que pode ser péssimo quando pretende camuflar problemas do casal ou quando serve apenas como desculpa para o macho traçar outras mulheres.
Já vi vários homens que vão às casas de swing, transam à vontade e não permitem que suas parceiras transem. Há outros que simplesmente as esquecem quando encontram alguma mulher gostosa pelo caminho. Isso pode estragar uma oportunidade que seria perfeita para unir o casal, mas que no final acaba gerando mais distanciamento do que antes da experiência.
Não é legal! Machuca a mulher e pode deixar marcas permanentes que, apesar de invisíveis, estão lá manchando e ferindo a alma. Eu tenho para mim alguns princípios: nunca transo com um cara que não trata a própria parceira de maneira adequada, não saio com caras que praticam o swing sem o aval de sua parceira ou o praticam escondido. Também tento envolver a garota quando percebo que ela está deslocada ou constrangida. Já houve momentos em que aproveitei o momento do sexo para envolver o casal que brincava comigo. Não faço isso por mim, mas para que haja envolvimento entre o casal.
Uma vez estava sentada no colo do meu marido, com o pau bem encaixado, e um cara chegou ao cúmulo de dar as costas para a esposa e ficar se masturbando ao meu lado. A moça ficou completamente deslocada. Era nítido que ela não tinha experiência. Ela ficou quase parada e o cidadão ignorando-a completamente. Fiquei tão triste! Percebi que eram casados por causa da aliança que usavam e, pela idade e pelo comportamento, dava a impressão de que estavam lá para aquecer um casamento já morno.
A questão é que para aquecer uma relação é necessário privilegiá-la acima de toda e qualquer situação, no entanto, lá estava o cara dando as costas para ela e batendo punheta para mim. Fosse outra situação, eu teria ficado envaidecida e excitada, mas o olhar triste da moça partiu meu coração.
O cara começou a me alisar e eu o afastei. Coloquei-o para o lado e puxei-a para perto de mim. Levantei a blusa dela e comecei a dizer o quanto ela era linda e que ele era um homem de sorte; foi então que abocanhei o seio dela. Era pequenino, não muito firme, mas o bico estava rígido, empinado. Ela ficou a princípio um pouco constrangida, mas eu tentei relaxá-la e passei a língua suavemente no mamilo. Ela gemeu e eu comecei a mordiscar devagarzinho, ela parou de conter o tesão e gemia cada vez mais. Enfiei um peito inteiro dela na boca enquanto cavalgava de costas para o meu marido. O encaixe estava perfeito. O marido da moça colocou a mão no meu peito, mas tirei-a e coloquei no outro peito dela.
Ele começou a boliná-la e ela gemia mais alto. Ele então começou a ficar mais interessado na própria esposa e em todo o tesão que ela estava demonstrando. Ela foi se soltando, me beijou na boca e pegou nos meus seios. Deixei então que ela e o marido me bolinassem. Meu marido, alucinado com a cena, puxava meu quadril para si em um ritmo louco e delicioso.
Eu comecei a gemer alto e a dizer que ela era linda e gostosa e que estava um tesão chupar o peito dela. Quando o marido ouviu isso, imediatamente abocanhou o outro peito dela e começou a sugá-lo com uma fome que ela até devia estar sentindo dor, mas aquela dorzinha de tesão que é uma delícia. Foi então que eu enfiei o dedo na bocetinha dela e comecei a alisar a entrada da grutinha. Escorregava meu dedo para a frente e para trás, para cima e para baixo. Localizei a sementinha da cereja (como gosto de chamar o clitóris!) e passei a friccioná-la suavemente com o melzinho que saía.
Ela alucinou! Abriu as pernas e começou a movimentar os quadris para a frente e para trás como quem está desesperada para encaixar um pau na boceta. Pedi ao marido que a catasse por trás, foi quando ele engatou o pau na boceta dela sem dó. Ela se esfregava no meu dedo, ao mesmo tempo em que rebolava feito louca no pau do cara. Eu, que já estava quase gozando, abocanhei os seios dela, completamente faminta, chupava quase com fúria, enquanto prosseguia massageando a cerejinha. O marido dela começou a urrar feito louco e gritava:
- Que tesão, que tesão!
Ela foi aumentando o ritmo dos quadris e eu já estava quase pulando feito louca no pau do meu marido, que controlava meus quadris com movimentos ritmados e safados, em uma salsa sexual e excitante. Eu explodi em um gozo louco com o dedo na boceta da moça e o peito dela na minha boca. Enquanto gozava, chupava seu peito com tanta força que ela até soltou um gritinho. Acho que de dor, mas logo, logo, era ela quem estava gozando enquanto gemia um "aaaaaaaaaa!" que parecia que ia tirá-la de órbita. O marido dela gritava:
- Vai, minha putinha! Goza no pau do seu macho! Rebola, vagabunda, tô gostando!
E ela gemia mais ainda.
Não sei, mas acho que ela não gozava fazia muito tempo. Ela parecia estar emendando um orgasmo no outro, e quando o marido começou a estocá-la violentamente com a proximidade do orgasmo dele, ela recomeçou a rebolar no pau dele feito louca. Ele meteu o caralho nela com uma fúria absurda. E ela estava amando toda aquela sem-vergonhice só para ela. Gostava quando ele a chamava de puta, sorria, era como se ela dissesse: "Ainda sou eu a puta dele. Ainda sou eu!'.
Quando ele deu a última estocada para jorrar dentro dela, apertou-a com tanta força contra o corpo dele que os gemidos dela saíam entrecortados pela respiração interrompida. Ele a abraçou com fúria, tesão e, ao mesmo tempo, ternura. Ela sorriu para mim e, em uma mímica labial, me disse em algo menos que um sussurro: "Obrigada!".
Senti-me revigorada pelo tesão e orgulhosa pela solidariedade feminina. Meu marido me abraçou muito ternamente, como quem havia compreendido absolutamente tudo o que havia acontecido ali naquele momento. Sorriu para mim como cúmplice. Saí pensando e beijei a mão da moça, deixando o casal imerso naquele tipo de abraço que só os recém-apaixonados ou os recém-reapaixonados têm.
Saí com um misto de saciedade física e emocional. Senti que havia feito a minha parte enquanto mulher no meio desse mundinho ainda tão machista. Minha porção feminista mudando a história à sua própria moda.
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
Belle
Swing: a vida real de uma praticante da troca de casais / Belle. - São Paulo : Matrix, 2007.
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