Escrito por Fábio e Cris Ter, 14 de Abril de 2009 12:12
Parte IX:
Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
O tempo em que vivemos no Japão foi muito instrutivo sexualmente. Todo o recato, a timidez e até a contrição do povo japonês são compensados por uma sexualidade a toda prova.
É impressionante como a sociedade japonesa é sexuada. Há coisas do universo liberal que só fomos conhecer mesmo depois que nós nos mudamos para lá a trabalho. Coisas como bukkake, por exemplo.
De acordo com a Wikipédia, "bukkake é uma prática sexual tornada comum na indústria pornográfica nos anos recentes. O termo é originário do Japão, cuja tradução aproximada é 'espirrar água'. Foi erradamente sugerido como oriundo de uma prática medieval japonesa onde se castigava uma mulher adúltera, previamente amarrada e ajoelhada sobre uma esteira, sendo submetida à ejaculação de vários homens. Na realidade, sua origem está na necessidade que a indústria pornográfica japonesa teve de se adaptar à legislação específica. Desde finais da década de 1990, tornou-se um fetiche; existem produções de vários estúdios norte-americanos e europeus dedicados ao gênero. Deduzidas as variações, o bukkake é encenado com uma mulher se postando de joelhos e aguardando que vários homens em pé se masturbem e ejaculem sobre o seu rosto. E também chamado de Sexo Facial".
Olhando as fotos, aquelas japas lindas, com vários homens gozando na cara delas, parecem ser muito, muito sexy, mas acho que o tesão deve ser maior para o cara do que para a moça, talvez até pela sensação de domínio e superioridade sobre a garota que está sendo punida. Acho que eu não seria capaz de, literalmente, encarar um bukkake em sua forma original, com vários homens fazendo isso, mas achei a idéia de fazer uma adaptação de bukkake algo bem interessante, e nunca cheguei a planejar, até acontecer naturalmente.
Estávamos em uma casa de swing do Rio, mas como chegamos muito cedo, o local estava bem vazio ainda. Havia um casal sentado perto de nós. O rapaz era tão novinho que não tive a menor inspiração de transar com ele. "Deve faltar experiência", pensei eu.
Ao lado dele, uma garota muito, muito feia, não parava de me encarar. Eu sei que nas casas de swing é muito comum encontrarmos garotas bissexuais e "bicuriosas". Eu até presumo que esses lugares sejam também repletos de lésbicas não assumidas, que vão mais para experimentar as garotas do que para transar com os machos.
Eu mesma já perdi as contas de quantas garotas vinham brincar comigo e recusavam a participação do Léo na hora em que ele tentava fazer parte do jogo. Acho isso um porre e saio logo de banda. Eu, particularmente, não tenho tesão em transar com mulher, tenho tesão é na putaria, então, se estou transando e aparece um peitinho para eu chupar, eu chupo, mas não consigo dispensar o macho que está lá junto comigo nessa hora, de jeito nenhum. Acho que a vida de quem vive dentro do armário é muito dura. Sempre acho que as pessoas deveriam ter liberdade para viver seu estilo de vida sem terem de enfrentar julgamentos e condenações por parte da sociedade. Concordo com a Dercy Gonçalves quando ela diz que obscena é a fome.
Mas o fato é que essas garotas que vão a casas de swing só para pegar mulheres são uma realidade bem comum.
A garota não parava de olhar para mim, e isso estava me constrangendo. Ela, além de feiosa, tinha uma cara de caminhoneira total. Eu não tenho nada contra a opção das pessoas, mas na minha tara particular, se eu tiver de provar uma mulher, vou querer uma que seja o mais feminina possível, afinal, se é para pegar alguém que parece macho, pego logo um macho de uma vez!
Sei que tem gente que curte mulher masculina e não tenho nada contra quem faz essa opção, só não serve para mim.
A garota continuou me secando a noite toda e, para piorar a situação, começou a nos seguir por toda parte. Que coisa irritante! Se você começa a andar atrás de uma pessoa e ela se esquiva de você, se de todo lugar onde você entra, ela sai, já não está claro que a pessoa não está a fim de nada com você? Mas nada surtia efeito. O pior é que andando pela casa não achei homem algum que me inspirasse os sentidos; havia um pessoal meio estranho que parecia estar acompanhado de profissionais do sexo. Eu nada tenho contra a categoria, embora ache uma tristeza a situação dessas garotas, mas acho que clube de swing não é lugar para elas. O conceito de swing é antimachista, que libera a mulher para o prazer. As garotas de programa que vão a esses lugares (com raríssimas exceções) não vão lá para sentir prazer, mas para dar prazer aos homens que as contratam.
Esses homens que estavam lá nesse dia eram horríveis. Me deu um nojo absurdo. Eu estava entrando na sala de mãos dadas com o Léo, a princípio só para olhar e brincar um pouco em um momento só nosso, mas um cara pegou a minha mão e tentou me puxar para perto dele. Era um desses que estavam na turminha de velhotes acompanhados de garotas de programa. Pedi licença e tentei retirar a mão. Ele apertou meu pulso com força e falou:
- Vem aqui!
Pedi licença de novo e tentei soltar meu braço, que ele não largava. O Léo pegou a mão do cara e fez ele soltar meu braço na marra. Um absurdo, sabe? Primeiro porque o principal lema das casas de swing é que lá dentro todas as coisas são permitidas, mas nenhuma é obrigatória. Segundo, porque em um casal quem manda é o próprio casal. Um terceiro elemento pode sugerir alguma coisa, mas só sugerir. O que fazer com a sugestão é direito soberano do casal. As pessoas precisam entender que não é porque você está em uma casa de swing que tem a obrigação de querer fazer de tudo ou com qualquer um.
Fiquei ainda com mais pena daquelas garotas. Se eu, que sou casada e estava acompanhada do meu marido, fui tratada com aquele desrespeito, imagine as garotas que essa gente contrata só para realizar seus desejos. Olhei para a marca vermelha no meu pulso e senti muita tristeza por elas. Foi bom que o "chega-pra-lá" do Léo foi suficiente. Eu já estava quase chamando os seguranças, mas não o fiz porque, como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, podia sobrar para as meninas que só estavam ali trabalhando.
Fiquei meio desanimada, e sentei com o Léo em um cantinho da sala e ficamos abraçadinhos. Eu estava com muita raiva e não conseguia pensar em nada de excitante para fazer ali, então, como se não bastasse, entra a tal garota que não largava do meu pé (e que a essa altura já estava definitivamente se comportando como um homem chato que não sabe a hora de parar) e senta-se ao meu lado.
Dei-lhe as costas e comecei a beijar o Léo, então ela começou a alisar minha coxa me abraçando por trás. Senti um arrepio de raiva e tirei a mão dela com o pouco de educação que ainda me restava. Não durou dois segundos e lá estava ela acariciando meus cabelos. Fiquei puta! Olhei para o parceiro dela com a irritação estampada em meus olhos. Ele percebeu e tirou a garota de perto de mim. Começou a fazer carinho em outras e depois largou a chata no meio delas e voltou para onde estávamos sentados. Uma loira sentou no colo dele e começou a se esfregar. Ele abriu a braguilha da calça, puxou a calcinha dela de lado e começou a fodê-la. Ela cavalgava em cima dele, que, ao contrário do que aparentou de início, sabia exatamente o que fazer com ela.
Agora, sim, estava começando a acontecer alguma coisa. O Léo se ajeitou e ficou lambendo os peitos da menina enquanto o menino a fodia. Comecei a me empolgar com a idéia de transar com ele, até porque não tinha mais ninguém interessante por ali. Fiquei atiçando o rapaz, enquanto ele estava com a garota e ele começou a me acariciar também. O Léo já estava acabando de bolinar a menina, que saiu de cima do cara e foi dar uma atracadinha com o Léo. Pedi para o rapaz trocar a camisinha e ele veio e se deitou sobre mim. Me penetrou gostoso e então eu descobri que estava fazendo mau juízo do rapaz. O pau dele não tinha nada de pequeno e ele sabia mexer bem gostoso. Mas, de verdade, não tinha experiência de swing. Nessas casas, principalmente se as transas são em salas coletivas, normalmente a transa é mais rapidinha, meio coelhinho, e ele transava com todo o cuidado e tranqüilidade do mundo, quase como quem transa com a própria namorada.
Ele dizia algumas coisas safadinhas no meu ouvido, mas as vezes alternava com palavras gentis e de elogio, era uma gracinha de garoto.
O Léo percebeu e deve ter achado que a coisa estava gracinha demais. O cara já estava me fodendo havia cerca de meia hora, e o Léo não gosta que passem muito tempo comigo, então, largou a garota e veio para mais perto de nós. Eu deixei o menino ali estocando, mas resolvi dar um pouco mais de atenção para o Léo. Pedi para fazer carinho no pau dele e depois o coloquei na boca.
A essa altura chegou perto de nós uma outra loira bem gostosona, de peitos enormes e bundão bem apetitoso, e começou a fazer carinho em mim e no Léo.
Lembrei da história do bukkake e fiquei pensando no ciúme que o Léo devia estar sentindo de ver aquele garoto novinho me fodendo durante todo aquele tempo. Lembrei de como fiquei revoltada uma vez em que uma garota tarou tanto o Léo que ele até esqueceu que eu estava ao lado dele, e fodeu ela feito louco e nem deu bola pra mim. Que raiva que eu senti naquele dia!
Achei que ele tinha o direito de me punir por ser tão safadinha e achei que o bukkake poderia ser uma ótima forma de ele fazer isso.
A garota já estava fazendo carinho em nós dois havia algum tempo, enquanto o rapaz seguia montado em cima de mim. Eu então peguei o pau do Léo e o ergui mostrando-o para ela. Aí comecei a passar a pontinha da língua de ponta à ponta no membro dele de forma provocativa. Ela entendeu perfeitamente o recado e praticamente avançou contra o pau dele cheia de tesão e começou a beijar a minha boca com o pau dele no meio. Nossas línguas se lambiam e se esfregavam e ele sentia toda essa fissura. Ela, então, enfiou o pau dele todo dentro da boca e em seguida deu-o para que eu enfiasse também. Ficamos assim, fazendo sexo oral nele por algum tempo. Nós nos sugávamos e beijávamos e sentíamos aquela tora entre as nossas bocas. Alternávamos a chupada ininterruptamente.
O Léo estava indo ao delírio com as sensações que provocávamos nele, e o garotinho também devia estar gostando do que assistia, porque me fodia cada vez mais e melhor. Eu gozei, e ele continuou metendo. Quando o Léo viu que eu estava gozando no pau do garoto, morreu de tesão e disse que queria gozar na nossa cara. Intensificamos as chupadas e lambidas e então a garota assumiu o controle de uma punheta que devia estar maravilhosa. Ele estava tão excitado que parecia até que o seu pau ia quebrar. A gente lambia ele todo e ele gemia e se contorcia. De repente, ele começou a dizer que éramos safadinhas, vadias, e que ele ia dar o que a gente merecia, então começou a jorrar porra na nossa cara.
Ele gozava feito um louco. Gemia e urrava e chamava a gente de putinhas, piranhas, e a gente adorando. Ele jorrou quentinho na nossa cara inteira. Exatamente como nos bukkakes que eu via em revistas e filmes. Nós duas amamos e colocamos a língua para fora para poder sentir também o gosto dele em nós. Quando ele terminou, lambemos o membro dele todinho, não deixamos uma gotinha de esperma para contar história e, assim, com a boca cheia de porra, nos beijamos longamente.
Foi uma delícia experimentar essa variação de bukkake, em que, em vez de mais de um homem gozando em uma mulher, nós tivemos um único homem gozando na cara de duas. E como gozou!
Assim que terminamos, tive de pedir para o garoto sair de cima de mim. Ele era uma gracinha e eu gozei e tudo, mas já havia se passado quase uma hora e o garoto não conseguia ter orgasmo. Eu já estava cansada dele em cima de mim e delicadamente fui saindo de baixo dele. E, de verdade, ele não era mesmo experiente.
Nos despedimos dele e da loira safada, nos demos as mãos e fomos indo embora. No caminho ainda pudemos ver a garota que havia acompanhado o rapaz tentando de todo jeito traçar outras garotas que estavam no caminho, e que, como eu, estavam fazendo de tudo para livrar-se dela.
E a vida!
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
Belle
Swing: a vida real de uma praticante da troca de casais / Belle. - São Paulo : Matrix, 2007.
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